Bullying, prevenção de drogas e orientação sexual são atividades que estão sendo desenvolvidas com alunos do 5º ano do Peixinho. Pais tiveram participação em palestra com diretora da escola
A preparação para enfrentar novas situações em outros ambientes escolares motivou uma palestra com pais de alunos do 5º ano, que a partir do próximo ano deixarão de frequentar a Escola O Peixinho.
No encontro, a diretora Daniele Zoéga Della Barba abordou aspectos envolvendo o processo de transição e também projetos aplicados como a prevenção do bullying, prevenção de drogas, já iniciado, e orientação sexual a ser levado às salas de aula em novembro.
Bastante interativa, a palestra também foi marcada pela emoção. "A maioria dos alunos está conosco desde muito cedo. É o encerramento de um ciclo. No entanto, temos certeza de que eles estão aptos para enfrentar os novos desafios",salientou a diretora.
Um dos tópicos bastante discutidos na palestra foi o bullying, termo inglês utilizado para designar práticas agressivas intencionais (física ou psicológica) executadas repetidamente com intuito de humilhar alguém ou um grupo de indivíduos. O bully (cujo significado é "valentão") pode ser praticado por crianças, jovens e adultos e é verificado especialmente nas escolas.
Ciente da sua responsabilidade e atenta a esse fenômeno que pode tomar proporções imensuráveis, a direção do Peixinho colocou em prática, pelo segundo ano consecutivo, o programa Seja a Mudança.
Desde 1987 o projeto Seja a Mudança vem ajudando mais de 1 milhão de jovens e adultos em 400 cidades, 45 estados dos Estados Unidos e 5 províncias do Canadá. No Brasil, o programa existe desde 2007 e já atingiu mais de 2 mil participantes de 10 cidades do Paraná e São Paulo.
"Muitas vezes o bullying é feito de modo velado, o que é muito comum em colégios maiores. Daí a necessidade da criança, caso seja vítima, contar o que se passa aos pais ou alguém que tenha responsabilidade sobre ela", frisou Daniele Della Barba. Na palestra, a diretora do Peixinho fez uma ampla explanação do tema através de vídeos, relatos e informações sobre o assunto.
No Peixinho, o bullying é tratado de forma incisiva. Além do monitoramento de câmeras, as professoras são orientadas a detectar e resolver o problema. Em caso de gravidade, o caso é levado à direção da escola. "É necessária a interferência da família para que não ocorra a manutenção do bullying", afirma Daniele Della Barba.
Brincadeiras e sofrimentos
O projeto Seja a Mudança foi desenvolvido com mais de 50 alunos do 5º ano através de oficinas realizadas nos dias 29, 30 e 31 de agosto com carga horária total de 7 horas.
Durante as atividades, sob responsabilidade da psicóloga da escola, Herika Kuasne, foram delineados três personagens importantes nas agressões verbais, físicas ou psicológicas que caracterizam o bullying: a vítima, o agressor e o espectador.
Trocando em miúdos, os alunos aprenderam a diferenciar que brincadeiras de mau gosto podem causar sofrimentos e transtornos para outros."Essas posturas precisam ser revistas. O papel da escola é perceber o que se passa e fazer as intervenções para que essas atitudes cessem", afirma Herika. "Se as pessoas enxergam previamente incivilidades como algo a ser mudado estaremos prevenindo atitudes agressivas futuras", complementa.
As oficinas tiveram não só caráter informativo, mas também vivencial onde foram trabalhados temas como novo ambiente escolar, empatia (colocar-se no lugar do outro), rótulos (trabalhar ideias pré-determinados para se enxergar a verdadeira essência da outra pessoa), liderança (de que maneira alguém pode utilizar sua influência de forma positiva ou negativa), entre outros. " Pelo o que foi trabalhado, os alunos tiveram informações suficientes e, portanto, estão preparados para identificar o que vem a ser um bullying", salienta a psicóloga.
Drogas e orientação sexual
Em meados de setembro, a Escola O Peixinho começou as atividades relativas à questão das drogas. Ao todo serão quatro módulos que compreendem os seguintes aspectos: informações gerais (identificação sobre os vários tipos de entorpecentes e suas consequências); ciclo de debates com exibição de filmes e notícias veiculadas na mídia para que os alunos possam se expressar; conversa com profissionais da área de saúde e depoimentos de dependentes extraídos de vídeos da internet; e fechamento com registros (texto, desenhos e relatos) do que conteúdo repassado.
Em novembro, os alunos da 5º ano terão palestras sobre sexualidade com a psicóloga Maura Freitas, da Universidade Estadual de Londrina. As atividades serão organizadas de acordo com as necessidades dos participantes, que irão formular perguntas e apresentar dúvidas por escrito. "A orientação será feita de modo tranquilo, mas objetiva, para preparar as crianças sobre assuntos pertinentes ao tema", adianta a diretora Daniele Della Barba.
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