A formatura de 44 alunos da quarta série da Escola O Peixinho teve momentos de nostalgia e bem-humorados
Comoção, reverência e descontração se mesclaram na cerimônia de formatura dos alunos da quarta série da Escola O Peixinho, realizada na noite de quarta-feira (dia 15 de dezembro), no Teatro Filadélfia. Os certificados foram entregues aos 44 alunos dos períodos matutino e vespertino, que a partir do próximo ano irão prosseguir os estudos em outras instituições levando no currículo farto em aprendizado de valores éticos e, especialmente, de afetividade.
A solenidade marcou o fim de um ciclo recheado de vivências, é fato. No entanto, um evento que poderia ter um tom de despedida deu lugar a uma sensação de dever cumprido tanto por parte dos alunos quanto dos professores. “Ficamos um pouco nostálgicos porque a grande maioria das crianças está conosco desde muito cedo. Por outro lado, temos a certeza de que todos estão bem preparados para enfrentar novos desafios com maturidade”, salientou a diretora Daniele Zoéga Carvalho Della Barba.
A educadora Márcia Zoéga de Carvalho, a Tia Márcia, fundadora da Escola O Peixinho há 41 anos, se mostrava orgulhosa com a formatura embora já estivesse “sentido saudade” dos ex-alunos. “É um sentimento marcante porque conheço a história de cada criança. Porém, estou tranqüila, pois ensinamos fortes conceitos morais e espirituais”, afirmou.
A cerimônia começou com a execução do Hino Nacional. Um dos momentos mais significativos ficou por conta da leitura do Salmo 23 pelos alunos Ana Carolina Schiavi, Rodrio Fernando Neves Hernandes e Carolina Santos, além da Oração de Agradecimento feita pela formanda Isabel Catarina. Camargo Santos.
No cerimonial, foram lembrados dois feitos obtidos pela tradicional instituição de ensino londrinense em 2010: a conquista do prêmio Top de Marcas pelo quinto ano consecutivo e o lançamento da nova logomarca, ocorrida no início de dezembro.
A credibilidade na metodologia, o estímulo vocacional e a renovação no aspecto visual do Peixinho incidiram diretamente nas conquistas pessoais de dois alunos. Caio Jordão Maia Cangussu declamou sua poesia falando do valor da amizade, classificada entre as dez melhores no concurso “Ciranda da Poesia”. Já Leonardo Lobo Iwama conseguiu a quarta colocação no Campeonato Brasileiro de Ginástica Artística. Princesas, lacaios e Beyoncé - A informalidade ocupou o Teatro Filadélfia com a apresentação do espetáculo cênico-musical “E Viveram Felizes para Sempre?”, uma divertida forma de recontar os finais dos contos clássicos. A montagem é uma adaptação do livro “O Fantástico Mistério de Feiurinha”, de Pedro Bandeira, e teve roteiro e direção coletivos de professores do Peixinho.O público rendeu-se aos encantos, bom humor e interpretação dos alunos caracterizados de príncipes, princesas, lacaios (serviçais) e um Escritor com ausência de inspiração. Gargalhadas e palmas se revezavam por conta das tiradas bem-humoradas vindas dos personagens do mundo “Era Uma Vez”.
Como não se render ao ouvir Rapunzel reclamando de dor de cabeça de tanto jogar as longas tranças porque o seu príncipe encantado vive esquecendo as chaves do castelo? Ou chapeuzinho Vermelho reclamar de não ter um príncipe e dançar um hit da Beyoncé? Ou mesmo Alice descrevendo ao Escritor a emoção em “preparar uma macarronada para a sogra”? Essas foram algumas das cenas impagáveis do espetáculo. A trilha sonora contemplou canções da Jovem Guarda Bee Gees e Jorge Benjor.
Homenagem à Tia Márcia – Por essa a Tia Márcia não esperava. Quando estava prestes a finalizar a cerimônia de formatura, a educadora foi homenageada com flores e um depoimento comovente feito pela administradora de empresa Anna Regina Jordão Maia. Ela se dispôs, espontaneamente, a falar em nome dos pais que matricularam seus filhos no Peixinho.
A carioca Anna relembrou as boas referências da escola para matricular as filhas, Tatiana e Paula, quando chegou a Londrina, há 30 anos. Frisou também a emoção de ver o neto, Caio Jordão Maia Cangussú, concluir a 4ª série do ensino fundamental. “O Peixinho continua sendo uma referência porque se interessa em conhecer as peculiaridades de cada criança. Espero comemorar a formatura dos meus bisnetos”, avisa.
Tia Márcia agradeceu a homenagem e a repartiu com a filha Daniele, que trilha os caminhos por ela idealizados, além de citar nominalmente suas colaboradoras. São elas: as professoras Fernanda Mioransi, Pollyana Pesci, Fernanda Novais e Geslaine Vivian da Silva (das turmas matutino e vespertino), Miriam Ogleari (Inglês), Gisele Libânio do Rio e Silva (Informática), Érica Grandolfi (Educação Física e responsável pelas coreografias do espetáculo), a psicóloga Herika Kuasne e a coordenadora do Ensino Fundamental Sueli Marciano de Oliveira.
ALEGRIA E SAUDADE ANTECIPADA
“Com a formatura de nossa filha, fechamos um ciclo familiar com o Peixinho. Somos agradecidos ao trabalho intenso de toda a equipe no desenvolvimento do caráter e dos valores intelectual e afetivo”. As palavras do pastor Adriano José de Almeida Santos ilustram bem o sentimento de pais e familiares em relação ao bom encaminhamento dado aos alunos da escola. Ele e a esposa, Daniela Souza de Camargo Almeida Santos, estavam felizes com a conclusão de mais uma etapa escolar da filha Isabel Catarina, que seguiu o mesmo rumo tomado pelo irmão Judá.
Para o empresário Abílio Medeiros Júnior, a formatura do filho Gregório, 11 anos, é motivo de comemoração a exemplo do que aconteceu com os outros dois filhos, João Paulo e Pedro Henrique, ambos com 19 anos atualmente. “A Escola O Peixinho faz parte da vida deles e da nossa. Fico feliz por reconhecer que a instituição não se preocupa apenas com os valores formais, mas também com conceitos éticos e religiosos”, afirmou.A enfermeira Marlene Zucoli conta que o filho Otávio estabeleceu vínculos fortes enquanto estudou no Peixinho, principalmente no que diz respeito convívio social. “É uma satisfação vê-lo vencer essa etapa de aprendizado. O curioso foi ele chegar para mim e dizer que não queria passar de ano para não ter que deixar a escola”, diverte-se.
A pecuarista Fabiana Martinez só tinha elogios à cerimônia de formatura em que a filha Maria Victória recebeu o diploma de conclusão do quarto ano. “É um sentimento contraditório porque a escola nos deu tantas alegrias e agora a Maria Victória terá que deixá-la para prosseguir os estudos. Lá minha filha recebeu toda a atenção necessária; ela não era mais uma aluna só”, analisou.
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